terça-feira, 18 de julho de 2017

Gilmar Mendes soltou quem sumiu com processo de sonegação milionária da Globo


Conversa Afiada - O Ministro Gilmar Mendes volta ao noticiário policial de forma exuberante!


Só poderia ser, diante de sua mercurial personalidade…

A Rede Record, sob a regência do excelente repórter Luiz Carlos Azenha, mostrou que os procuradores de Curitiba fazem um esforço gilmariano para não levar a Rede Globo para a cadeia.

A certa altura, Azenha conta um episódio “cinematográfico”, como diz: na véspera de a Receita Federal multar a Globo, o processo sumiu da Receita!


Uma coincidência.

Quem roubou o processo na Receita foi sua notável funcionária CRISTINA MARIS MEINICK RIBEIRO.

A notável funcionária foi devidamente condenada pela Justiça.

E, pasmem!

Quem tirou a notável funcionária da cadeia?

O Ministro Gilmar Mendes, o mesmo que soltou (duas vezes em 48 horas) o ínclito banqueiro Daniel Dantas – apesar de insofismável reportagem do jornal nacional – , e o magnífico Dr. Roger Abdelmassih!

(Aqui, como se percebe, se alinham subsídios para o patriótico trabalho do Dr. Claudio Fonteles, que foi ao Supremo pedir o impeachment do Ministro Gilmar.)

Mas, para entender melhor essa questão, vale a pena, em homanagem ao Ministro e à Sra. Ribeiro, reproduzir post do Conversa Afiada de julho de 2009:


Funcionária foi filmada ao roubar o processo, foi condenada e Gilmar (sempre ele!) mandou soltar.

O Conversa Afiada reproduz a sequência da investigação iniciada pelo Miguel do Rosário, no Cafezinho; com Rodrigo Vianna, que denunciou o sumiço do processo contra a Globo; o Azenha, que comprova que a funcionária foi flagrada e condenada pela Justiça; e, finalmente, o incansável Stanley Burburinho, que localizou a histórica decisão de Gilmar Dantas (*) – ele se inscreve na História da Magistratura Brasileira de forma indelével ! Não é isso do Dr Abdelmassih?:

(Enquanto isso, o Governo Dilma se omite, já que, na modesta opinião deste ansioso blogueiro, a relação com a Globo é o traço ideológico mais nítido do Governo da Presidenta.)

Ao Burburinho (quem será ele?):

“Narra ainda a peça acusatória que a ré, na qualidade de servidora pública federal, de forma livre e consciente, no dia 02.01.2007, ocultou documentos públicos oriundos do processo administrativo nº 18471.000858/2006/97 (com dois volumes) e seu apenso nº 18471.001126/2006-14, que versava sobre ação fiscal em face da GLOBOPAR cujos valores ultrapassam R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais).”

“Em memoriais, o Ministério Público Federal aduz que os ilícitos penais perpetrados pela ré restaram cabalmente comprovados pela farta prova documental adunada aos autos. Em síntese, aduz que, em relação ao processo fiscal nº 18741.000858/2006/97 e seu apenso nº 18471.001126/2006-14, instaurado em desfavor da GLOBOPAR, restou claro que a ré os ocultou, com o evidente propósito de obstar o desdobramento da ação fiscal que nele se desenvolvia, cujo montante ultrapassava 600 milhões de reais. Aduz, ainda, que a servidora compareceu no setor processual da Receita Federal no dia 02.01.2007, a despeito de estar em período de férias, oportunidade em que foi capturada pelas câmeras de segurança da Receita Federal (…)”

Processo contra Cristina Maris Meinick Ribeiro, agente administrativo da Receita Federal, acusada de ter sumido com o processo de sonegação de impostos da GloboPar.

“Narra ainda a peça acusatória que a ré, na qualidade de servidora pública federal, de forma livre e consciente, no dia 02.01.2007, ocultou documentos públicos oriundos do processo administrativo nº 18471.000858/2006/97 (com dois volumes) e seu apenso nº 18471.001126/2006-14, que versava sobre ação fiscal em face da GLOBOPAR cujos valores ultrapassam R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais).”

“Em memoriais, o Ministério Público Federal aduz que os ilícitos penais perpetrados pela ré restaram cabalmente comprovados pela farta prova documental adunada aos autos. Em síntese, aduz que, em relação ao processo fiscal nº 18741.000858/2006/97 e seu apenso nº 18471.001126/2006-14, instaurado em desfavor da GLOBOPAR, restou claro que a ré os ocultou, com o evidente propósito de obstar o desdobramento da ação fiscal que nele se desenvolvia, cujo montante ultrapassava 600 milhões de reais.
Aduz, ainda, que a servidora compareceu no setor processual da Receita Federal no dia 02.01.2007, a despeito de estar em período de férias, oportunidade em que foi capturada pelas câmeras de segurança da Receita Federal (…)”