terça-feira, 18 de julho de 2017

Governador do PSB afima: Lula, Ciro e toda esquerda devem se unir


247 - Um dos principais líderes da esquerda no Nordeste, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), defendeu a união da oposição a Michel Temer para as eleições presidenciais de 2018. 



Em entrevista à revista Carta Capital, Coutinho disse que 2018 não pode alijar possíveis apoiadores nesse processo. "A correlação de forças está muito desigual. Então, é preciso conduzir isso com cuidado. Digo isso com relação ao PT e ao PDT de Ciro Gomes. As esquerdas precisam convergir por uma questão de sobrevivência, inteligência e compromisso com este País", disse o governador paraibano. 

Em entrevista a uma rádio de Goiás, o ex-ministro Ciro Gomes mudou o discurso que vinha adotando e agora admite ser candidato mesmo numa candidatura do ex-presidente Lula (leia mais).


"O Brasil está à deriva, sem qualquer debate consistente. Infelizmente, a maior parte do Congresso está dedicada à aprovação de reformas para atender interesses econômicos. Ao mesmo tempo, vendeu-se para o povo a ideia de que o País voltaria a crescer com o impeachment de Dilma. O desemprego diminuiria, a corrupção seria debelada. Isso era uma profunda ilusão, um jogo de retórica para se tomar o poder, derrubando as regras do jogo democrático. O Brasil afundou-se ainda mais na crise. O desemprego atinge 14 milhões de trabalhadores", acrescentou Coutinho. 

Questionado sobre a aprovação da reforma trabalhista pelo Senado em meio à falta de credibilidade e de popularidade do governo de Michel Temer, Ricardo Coutinho comparou senadores a hienas. "A imagem que tenho é a de um grupo de hienas diante de uma presa com certa fragilidade. Se Aproveita-se e retira-se tudo. É isso que está acontecendo. A falta de crescimento não se dá por causa da legislação trabalhista, isso é mais um engodo. A economia continua a patinar, porque não há capital disponível, uma vez que o Estado se encolheu. Não há nenhuma experiência no mundo de saída da crise, de uma recessão, sem investimentos públicos", afirmou. 

Leia na íntegra a entrevista.