sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mesmo com toda crise e corrupção, senadores vão votar reforma trabalhista dia 11 de julho


Com 46 votos favoráveis e 19 contrários, o pedido de urgência para a tramitação da reforma trabalhista (PLC 38/2017) foi aprovado no Senado Federal. Portanto, a medida será votada na próxima terça (11) e, caso aprovada, perderemos direitos como férias, trabalho com carteira assinada, 13º salário e descanso semanal remunerado.


O presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), incluiu a matéria na Ordem do Dia desta quarta (5) para ser debatida a partir das 14h. Na quinta, a discussão será retomada entre as 11h e 14h, quando será encerrada a sessão. Segundo Eunício, conforme acordo entre líderes, “não haverá sessão extraordinária para tratar da reforma trabalhista”. Portanto, a CLT e todos os direitos da classe trabalhadora poderão ser rasgados na próxima semana.


Resistência

Para a Central Única dos Trabalhadores de Brasília, após o sucesso de duas Greves Gerais e diversas outras mobilizações por todo o Brasil envolvendo os trabalhadores e trabalhadoras e os movimentos sociais, é necessário continuar pressionando.

“Precisamos intensificar a mobilização em cima dos senadores para que eles revertam o voto. Isso tem sido feito com os congressistas do DF e Goiás, mas, precisamos pressionar também os de outros estados”, instrui Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.

Para Britto, a população possui duas forças poderosas: a capacidade de trabalho e o voto. “Com a greve, mostramos que temos o controle sobre a produção e com o voto nas urnas, em 2018, não deixaremos que deputados e senadores ladrões de direitos voltem ao Congresso Nacional”, garantiu.

Fonte: CUT Brasília