quarta-feira, 12 de julho de 2017

Senador Magno Malta foi indiciado por suspeita de participação na Máfia dos Sanguessugas


O senador Magno Malta (PR-ES) foi indiciado pela Polícia Federal por envolvimento no escândalo dos sanguessugas. Ele é acusado de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulânciaspara prefeituras, suspeito de ter cometido crime de corrupção. O parlamentar é acusado de receber um Fiat Ducato para apresentar uma emenda ao Orçamento que destinaria recursos para a compra de ambulâncias que seriam vendidas por Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas.


Malta foi investigado também pela CPI dos Sanguessugas, juntamente com outros 70 parlamentares, mas seu nome não apareceu no relatório final da comissão. Ele foi absolvido no processo por quebra de decoro parlamentar aberto no Conselho de Ética do Senado.


Para a PF, não é necessário que o parlamentar tenha beneficiado a empresa para ser responsabilizado pelo suposto crime. Apenas a promessa de apresentar uma emenda ao Orçamento, que beneficiaria a Planam, na avaliação dos responsáveis pelo caso, já justificaria o indiciamento do senador.

Na época, Malta argumentou que não recebeu o veículo da Planam, como dissera Vedoin em depoimento à Justiça de Mato Grosso. Malta disse que o carro lhe foi emprestado pelo deputado Lino Rossi (PP-MT), porque o senador precisava de um veículo grande para transportar integrantes de sua banda gospel. Ontem, o senador não foi encontrado para falar sobre o indiciamento. Segundo seus assessores, ele está no interior do Espírito Santo, incomunicável.

A PF trabalhou com informações de que mais de 80 parlamentares estariam envolvidos no esquema, com base numa lista feita pela ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lima, acusada de defender os interesses da quadrilha no governo federal. Muitos não conseguiram se reeleger e agora respondem a processo na 2ª Vara Federal de Mato Grosso. Por ter foro privilegiado, o caso de Malta tramita no Supremo Tribunal Federal.

Outros 31 parlamentares já foram indiciados pela PF nos inquéritos no Supremo e na Justiça Federal de primeira instância. Eles são acusados de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha, entre outros crimes.