quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Wladimir Costa, tentou mentir ao O Globo, ao dizer que não era ele em mensagens sexuais

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No dia em que a Câmara decidiu blindar Michel Temer e impedir as investigações da acusação de corrupção passiva imputada ao presidente, um parlamentar se sobressaiu pela proximidade e devoção ao chefe do Executivo e pelo comportamento em plenário – bem próximo da galhofa. Wladimir Costa (SD-PA), o deputado que tatuou "Temer" no ombro, concentrou os holofotes durante toda a quarta-feira: portava dois "pixulecos", o boneco inflável de Lula presidiário, e batia um contra o outro durante os discursos da oposição; sugeriu aos opositores que lavassem suas bocas com soda cáustica; gerou empurra-empurra no plenário, antes e durante a votação; e saiu direto do Congresso para o Palácio do Planalto para a comemoração da vitória, ocasião em que entrevistou Temer, que o chama de "Wladi".


Os atos pouco protocolares não pararam por aí. O deputado, dentro do plenário e durante a votação, trocou mensagens com uma mulher em que pedia para ela "mostrar a bunda", com a justificativa de que "não são suas profissões que a destacam como mulher".

A troca de mensagens foi registrada pelo fotógrafo Lula Marques e publicada nas redes sociais do fotógrafo. Às 22 horas desta quarta-feira, quando Wladimir já estava na comemoração da vitória no Palácio do Planalto, a reportagem do GLOBO ligou para o deputado e o questionou sobre as mensagens:

— Aquilo é 'fake' (falso). Não é minha mão. Minha mão é mais delicada.

Na manhã desta quinta-feira, a reportagem voltou a procurar o parlamentar, que confirmou ser o autor das mensagens. A mensagem principal tem o seguinte teor: "Mostra a tua bunda mostra afinal não são suas profissões que a destacam como mulher e sua bunda. Vai lá põe aí garota. (sic)" Depois, Wladimir cita jornalistas que são "respeitadas e até desejadas" por suas "capacidades técnicas e não por um par de bunda".


Segundo o deputado, não havia nada de "sentimental" ou "erótico" nas mensagens, enviadas após ter proferido o voto em plenário para blindar Temer, ainda conforme Wladimir:

— Uma pessoa que conheço insistia para eu mostrar a tatuagem, na Câmara, no Senado. Isso é loucura, eu não posso mostrar. Aí citei Fátima Bernardes, Sônia Abrão, que não precisam mostrar a bunda. No contexto, não há nada sentimental, erótico. Foi uma resposta à questão da tatuagem. Não acho que as mensagens foram impróprias.